sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Nascimento

Minha mão retesa sobre a cabeça de uma criança
protege a ela e a mim.
Queremos escapar do fim augusto
entre lábaros dissociados da paz.
Da noite, sobrou a boca gasta a dispersar saliva,
feito a água da chuva abarca
a idéia mais permissiva.
Estou só nas veias espessas do meu caminho.
Minh´alma grita espaço afora; quer o abono do carinho.
Entretanto, meu corpo singra os mares;
deseja arfante e
quer.
Deitado em um leito vazio,
atado pelo umbigo,
saio de uma
mulher.


Fabiano Martins

21 comentários:

  1. Que lindo!
    Obrigada por deixar seu rastro no blog,estou no seu.
    Bom fds,bjka

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  2. Olá Famartan,

    É assim, que todos nascemos.
    A hora do nascimento, julgo ser, a mais importante das nossas vidas.
    Começa aí o supremo amor de mãe.

    Beijos de luz.

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  3. Emíliana,
    Obrigado pela visita.
    Seja bem-vinda!
    Bjs


    LUZ,
    Começam aí nossas histórias.
    bjs


    Lara,
    De nada!

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  4. ... se abre uma cortina de possibilidades;
    excitante e lancinante texto.

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  5. Júlio,
    Daí, a vida começa... estamos vivos!
    Obrigado pela visita. Seja bem-vindo.
    Abraço

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  6. Fabiano, precioso poema, me ha recordado mi embarazo y el poema que escribí embarazada de mi hija, cuando sentía cómo ella se movía dentro de mí:

    Mi pequeña Nora es
    como el viento,
    como las gotas de lluvia
    que se mueven sobre el tronco del árbol.
    Van
    y
    vienen.

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  7. "Estou só nas veias espessas do meu caminho."

    E assim seguiremos...

    Desconcertante e belíssimo, Fabiano.Beijos.

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  8. O nascimento é mesmo um mistério e inspira aqueles que são dotados de sensibilidade.
    Que belo nascer que descreveu, aqui.
    Grande abraço

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  9. Elisabeth,
    Que bonito isso! Singelo e cheio de emoção. Pude, de certa forma, sentir o vento...
    obrigado por compartilhar estes versos.


    Parole,
    É sempre um alegria ver você por aqui.
    Obrigado pelo comentário.
    bjs


    Malu,
    Obrigado pelas palavras. Nunca havia escrito nada sobre esse nosso primeiro ato terreno - o nascimento. Fico feliz que você tenha gostado.
    Abraços

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  10. Você e suas mãos sensíveis.

    Bjs,

    Mima

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  11. Boa noite, amigo

    Obrigado por sua presença lá no Fragmentos.

    Já estou seguindo o seu blog também.

    Tenha um excelente final de semana.

    Abraço

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  12. Mima,
    Adorei a foto nova!
    bjs


    Wilson,
    Seja bem-vindo aqui no blog tb!
    Abraço

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  13. Vim retribuir a visita e me deparei com um ótimo blog.
    Gostei da maneira como escreves.
    Voltarei mais vezes e esteja vontade para visitar novamente meu Vórtice.

    Beijo

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  14. =)
    Obrigada, Fabiano (Posso te chamar de... Fabinho? Ou Fá? Ou Fábula? haha. Fabiano é tão distaaaante. ^^)

    Um abraço, poeta!

    Mima.

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  15. Obrigado, Angélica.
    Seja bem-vinda!
    bjs

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  16. Então, tá.

    Vou pensar num nome pra vc, poeta. Até lá, vou te chamar de poeta.

    Beijo, poeta!

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  17. Oieee Obrigada pela visita em meu blog... To seguindo também, gostei das poesias.. ;)
    Seja sempre bem-vindo ao meu blog:
    http://carinepensando.blogspot.com/
    Abraços e bom final de semana!

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  18. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Alma de poesia. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

    http://narroterapia.blogspot.com/

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