quinta-feira, 7 de julho de 2011

Grão

A poesia não é para os fracos,
a definição sim.
Como o certo também pode estar errado.
Como eu não posso me achar
sem mim.
Essas prerrogativas
embalam o resto do que agora escrevo.
É uma busca pelas vozes
que ouço e descrevo.
Não sou louco,
sou poeta.
E é tão grande a dor
de ser por inteiro,
que se perder chega a ser
um fim verdadeiro
dentre tantas outras opções
de destino.
Então, vou
de régua e compasso
a me guiar por instintos e ensejos de percepção
Então, vou.
Perceptivo.
Único.
Unicamente acompanhado
das vozes que me falam à beça;
Das dores que me abrem a cabeça,
e me levam para além desse mundo,
para fora da Terra.
Por entre a massa escura, densa
e invisível. Imperceptível.
Com vieses diversos,
que ecoam em sua grandiosidade
verdades da vida existente
neste planeta-grão-de-areia visto ao longe.


Fabiano Martins

2 comentários:

  1. Este seu poema está muito bom. Um certo rumor de Nietzsche.

    Abraço.

    ResponderExcluir
  2. O tema é inspirador! Obrigado, Mariana.

    ResponderExcluir