quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pelo caminho

As pessoas precisam se matar.
Os cientistas precisam nos libertar.
A religião precisa nos confortar.
Eu procuro meu lugar.

Recuso o conforto de um deus doente,
recuso a palavra de um ateu descrente.
Ofereço-me à jornada puramente
por não ter opção.
Traço o melhor caminho,
sempre a me esgueirar da solidão.
Aquieto-me e
me deixo.
Hei de falar com propriedade:
A vida foge-me entre segundos,
enquanto mudo
observo a paisagem.
Desta água em minha boca,
e desta vontade que desperta em mim,
brotam perguntas cuja as respostas
revelam-se somente ao escrutínio
do fim.


Fabiano Martins

13 comentários:

  1. Que lindo... Poxa... lindo mesmo.
    Deus está mais interessado em pessoas autênticas, verdadeiras, desmascaradas, do que em pessoas boas.

    Um beijo, amigo poeta..
    Forte abraço,
    Mima.

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  2. Pelo caminho e muita vida a caminho, assim espero, melhor que o incerto fim.

    Abço.

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  3. Nicast,
    Sim, há muita vida a caminho!
    Abraço

    Marcell,
    Obrigado, amigo!

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  4. O questionamento inquietador sempre foi e sempre será! Talvez por isso o desejo de que o coração produzisse os sentimentos; quando na verdade é o cérebro.

    Humanos, somos humanos. Mesmo.

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  5. Lucass,
    Quanta química envolvida nesse nosso viver!
    Abraço

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  6. Una reflexión sobre la vida y uno mismo...

    Un beso desde mis Amanteceres.

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  7. En el camino beberás cerveza.
    Lees novelas, en la playa las olas sujetan
    el horizonte.

    Fabiano, me gustaría poder citar tu poema en mi blog, junto a este poema mío de mi poemario "Comunicando" y alguna referencia a Kerouac. ¿Qué te parece?

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  8. Amanteceres,
    Obrigado pela visita.
    bjs

    Elisabeth,
    Agradeço a citação!

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