quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Força matriz

Pelo que vejo, sei aquilo que quero.
Intuitivamente creio naquilo que entendo
e que consigo perceber.
Sou ante o mundo mais um perplexo,
deixo cair meu queixo,
não consigo concretar o nexo.
O plexo daquilo em que me deixo,
eixo não horizontalizado,
perpendicular e monetarizado.
Quero controlar o mundo
e, no fundo, 
pelas seivas que regam vida
sou controlado.
Sem capacidade de escolher um lado,
navego.
Sem capacidade de fazer escolhas,
escolho.
Escorrego no dia mais concreto
sob o sol premente,
a andar de forma displicente
e demandar a coisa
mais humanizada.
Palavra que gostaria de entender e poder 
um pouco mais do que entendo e posso.
Palavra que queria ser um pouco menos
carne e osso.
Desde o cerne conciso que encerra o pensamento
confuso
ao impreciso ato de se ver a partir da perspectiva do outro.
Ressoar ideias em minha limitada testa
a me testar e fazer festa,
e me empurrar para o limite de tudo quanto for limite.
Dinamito a cola do tempo
na lembrança de um olhar afetuoso. 
Espalho as coisas todas postas
à explanação do ponto mais capital.
Nada é natural em um dia normal.


Fabiano Martins.

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